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(Foto GFNY 2013)
Campeão prêmio de montanha
5 colocado GERAL
Prova com muita chuva e frio.
PEDALAR NA CHUVA
Vivi os dois mundos: fui atleta profissional e hoje vivo a realidade de quem trabalha, tem compromissos, responsabilidades e precisa conciliar o ciclismo com a vida.
E existe uma diferença enorme.
O atleta profissional, quando pega chuva, chega à base, entrega a bicicleta e tem mecânico para lavar, revisar e deixar tudo pronto (zero custo). Ele toma banho, descansa e pensa no próximo treino.
Para nós, que pedalamos no meio da rotina, a história é bem diferente.
Uma chuva forte significa bicicleta suja, areia entrando em tudo, desgaste de componentes, manutenção mais frequente e, muitas vezes, horas perdidas levando a bike à oficina, enfrentando trânsito e arcando com um custo que hoje não é pequeno.
E existe algo ainda mais importante: o risco de uma queda.
Pista molhada, areia, óleo e sujeira reduzem muito a margem de segurança. Uma queda pode não significar apenas um prejuízo na bicicleta, mas comprometer trabalho, família e toda a nossa rotina.
Por isso, sempre que pudermos, devemos evitar pedalar em condições desnecessariamente perigosas.
Mas também sabemos que nem sempre dá para escapar da chuva. Às vezes, ela simplesmente vem.
Nessas situações, o segredo é ser conservador.
No ciclismo, experiência também é saber quando acelerar e quando preservar.
Chuva faz parte do pedal. Mas se expor ao risco sem necessidade não faz.